Crônicas de um viajante 3

           Era uma sexta-feira e Carlos Antônio havia trabalhado a semana toda. Ele estava muito cansado e resolveu dar uma passada no bar do Seu Joaquim, o português, pois estava com vontade de comer bolinhos de bacalhau e como o do luso não havia igual.
          Sentou-se à mesa, pediu um chopp e uma porção dos bolinhos tão desejados. Aplicou-lhes uma besuntada quantidade de azeite extra-virgem, que por sinal fazia com que se sentisse muito saudável. Conversou com os amigos no bar e pagou a conta.
          Acontece que há poucos meses atrás, Carlos Antônio havia comprado um carro que era um pouco grande e as pessoas chamavam-no de "banheira" e perto do boteco havia um ponto de táxi. Após sair do bar, o rapaz entrou no carro, colocou a chave na ignição e subitamente um senhor de uns 65 anos de idade, cabelos grisalhos, entrou no lado do carona e bateu a porta, dizendo:
- Por favor, me leve até a rua Alberto Braune, na altura do número 35.
- Mas, meu senhor eu não sou taxista! - respondeu o jovem.
- Eu vi um farolete de táxi em cima do seu carro - disse o senhor.
- O senhor está enganado. Não há nada em cima do meu carro.
        Os rapazes do bar riam e um deles que conhecia o jovem disse:
- Por que você não aproveita e faz uma corrida para fazer uns trocados extras?
        Carlos Antônio somente sorriu de volta, achando engraçada a situação.
        O senhor vendo seu erro, pediu desculpas e saiu do veículo.

Chaiene BS

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